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Um caminhão de paciência e uma carreta de tolerância!

16 | 06 | 2015
Fala Diretora
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Um caminhão de paciência e uma carreta de tolerância!

A nossa sociedade está doente! As pessoas não têm paciência e tolerância, virtudes, que não têm nada a ver com santidade, mas com necessidade real a fim de que possamos viver bem com nossos semelhantes.

Essa constatação fica ainda mais pesada e dolorosa em relação à escola.

É imperioso que tenhamos muita paciência e tolerância em relação aos nossos alunos. Aliás, um caminhão, uma carreta carregada desses valores.

Há meninos que têm um real poder de desestruturar qualquer cristão! É nessa hora que se separam os homens das criancinhas!

Só para citar um caso que anda me tirando o sono, o Zezinho é a bola da vez!

Menino bonito, inteligente e terrível! Terror de todos os seus professores! Não para quieto. Fala alto! Não faz as tarefas de classe nem de casa. Não presta atenção às explicações dos professores. Perturba os colegas. Atrapalha as aulas. Fala palavrões e frases pesadas que não deveriam estar no ambiente escolar.

Essa figuraça é extremamente popular entre os colegas por outros atributos. É excelente nos esportes e já ganhou inúmeras medalhas no judô, sendo cogitado para defender o país em campeonatos juvenis. Promessa real!

Ele diz que adora a escola! Tenho certeza de que é verdade. Ela gosta do que a escola traz de prazer no seu mundo particular: amigos, admiração, contato social e toda essa gama interminável de benefícios à vida dos adolescentes.

Esse rapazinho realmente tira do sério seus professores. Na aula do Maurício ele não fica. Basta abrir a boca e o professor pede que ele se retire. Suas notas estão a caminho da UTI, pois seu boletim é uma hemorragia com tanto vermelho!

O pior é que eu olho para ele e vejo só um garoto, como muitos que já vi e já passaram por nós. Cada figura! Meu Deus! Só de lembrar…

No entanto, esse mundaréu de Zezinhos que já estiveram sob nossos cuidados, está por ai, trabalhando, estudando, formando lindas famílias. Incrível, não?

Pois é, no caso desses tantos meninos e rapazes que eram duros na queda, para “domá-los” foi preciso muito trabalho, mas, sobretudo paciência e tolerância.

É necessário que nós nos vistamos com os objetivos de nossa prática e os exercitemos com muita clareza. São apenas meninos e jovens e nós que passamos por estágios de vida que nos habilitam a compreender melhor o nosso papel perante eles, não podemos olvidar que dependem de nós e de nossa determinação para vencerem etapas e estarem aptos a uma vida futura feliz e produtiva.

 

Sonia Regina P. G. Pinheiro