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Conselho de classe e conselhos para a classe. Se conselho fosse bom…..

29 | 05 | 2015
Fala Diretora
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Conselho de classe e conselhos para a classe. Se conselho fosse bom…..

Quem quer assistir a um Conselho de classe numa escola, precisa ter nervos de aço!

Os professores vão apresentando os alunos com notas aquém do esperado e alguns arriscam a dizer para o Conselho que: o aluno tem dificuldades, o aluno é indisciplinado, conversa muito, não faz as lições de casa ou de classe, não traz o material para a sala de aula, fica o tempo todo de olho no celular e por ai vai…

Creio que esse panorama é o mesmo em milhares de outras escolas!

Para começar, não acredito que todos os alunos que têm notas baixas tenham dificuldades! Sabem lidar com aparelhos de última geração, memorizando tudo o que é protocolo. Sabem cantar e dançar todas as músicas de seu interesse. Danados!

Indisciplina não é desculpa para nota baixa! O professor deve ter as rédeas da turma! Não me venham com essa conversa fiada de que ele tem que motivar a turma e tornar a aula interessante. De vez em quando, claro que o docente precisa exercitar sua criatividade e modificar a apresentação dos conteúdos, mas isso é de vez em quando!

Quando nós, pobres mortais do século passado estudávamos, a motivação era o chinelo esperando os baixos resultados. Não que isso seja correto! Longe, muito longe de mim, acreditar que pancada é a salvação do mundo.

Se o aluno conversa muito, o professor deve aproveitar essa vontade dele se expressar, puxando a sardinha para sua brasa, ou melhor, para a matéria que está sendo ensinada. Melhor o bichinho conversar muito do que ser tímido e calado, precisando de ajuda psicológica para botar para fora o que sente!

O menino não faz a lição de casa. Chamar o dito cujo de lado e perguntar por quê. Já tomei sérias lições com essa conversa. Havia alunos que não tinham como fazer a tarefa. A casa era o rascunho da sala do Inferno! Gente entrando e saindo, som alto, mesa ocupada e a impossibilidade de em meio a esse tumulto, fazer 10 expressões de matemática.

O garoto não faz a lição de classe! Ah, malandro, vem aqui perto de mim na mesa e nós juntos vamos desenrolar esse novelo. Missão cumprida!

Não trouxe o material, eu te empresto o meu. Pronto.

Está de olho no celular. Dê ele aqui que eu te aviso se houver alguma chamada e no final da aula te devolvo intacto. Entendeu?

Falando assim parece fácil, não é?

Até parece que funciona. Mas não custa tentar!

A meninada está precisando de firmeza, porque senão estaremos empurrando para a sociedade um bando de alienados semianalfabetos e mais tarde, não adianta chorar se sob o mando deles estará o mundo no qual teremos que viver.

Sonia Regina P. G. Pinheiro